Meutudo
Organizando uma esteira multiproduto
Contexto
Como estruturei uma frente de design, produto e engenharia para redesenhar a nova home de um aplicativo financeiro multiproduto.
Meu papel
Staff Product Designer. Atuei na camada de orquestração: organizar entradas, criar critérios, alinhar times, traduzir restrições e estruturar uma esteira capaz de transformar demandas fragmentadas em uma experiência coerente.
Tempo de projeto
~3 meses de trabalho ativo entre diagnóstico, arquitetura, prototipação e experimentação.

O problema
Uma home disputada por todos.
Em um aplicativo financeiro com múltiplas jornadas acontecendo ao mesmo tempo, a home deixa de ser apenas uma tela inicial. Ela passa a ser uma superfície estratégica de distribuição, priorização e relacionamento. Na Meutudo, esse era o desafio: organizar uma nova home capaz de conectar produtos como FGTS, INSS, crédito, conta digital, Pix parcelado, cartão e outras ofertas, sem transformar a experiência em uma vitrine confusa, genérica ou disputada por diferentes squads.
Fragmentação entre squads
Cada produto tinha necessidades próprias, mas não existia uma governança clara sobre como essas demandas entravam na home.
Disputa por atenção
Produtos, campanhas e mensagens competiam pelo mesmo espaço, sem critérios claros de hierarquia.
Pouca clareza para o usuário
A experiência precisava ajudar o usuário a entender o próximo passo, e não apenas apresentar possibilidades.
Baixa previsibilidade
Mudanças podiam surgir de forma pouco coordenada, afetando planejamento e consistência visual.
Decisões caso a caso
Sem estrutura modular e critérios de priorização, cada nova demanda exigia uma nova rodada de discussão.
Meu papel
Orquestração como design.
Meu trabalho não foi apenas produzir telas. Foi criar uma esteira capaz de transformar um problema amplo e fragmentado em um processo organizado de decisão, desenho e entrega.
- →Estruturar o fluxo de trabalho entre PMs, designers e engenharia
- →Organizar as demandas dos produtos envolvidos
- →Separar necessidade de negócio, necessidade do usuário e restrição técnica
- →Propor critérios de priorização para a home
- →Definir uma arquitetura modular para a experiência
- →Conectar a solução ao Design System
A esteira
De tela inicial para plataforma de priorização.
A solução não foi apenas uma nova interface, mas um modelo de trabalho para decidir o que entra na home, por que entra, em qual formato aparece e como evolui.
8 workshops
Co-criação entre produto, engenharia e negócios, Crazy 8 e revisão da jornada do usuário.
Desenho
Criação do protótipo MVP conectado ao Design System.
5 rodadas
Testes com usuários para validar a nova arquitetura.
- 1Diagnóstico
- 2Organização
- 3Priorização
- 4Arquitetura
- 5Integração
- 6Prototipação
- 7Experimentação
Arquitetura modular
Módulos como unidades de decisão.
A home foi organizada em módulos com responsabilidades claras, cada um com regras próprias de priorização, formato e evolução.
Ação principal
O próximo passo mais relevante para o usuário.
Produtos disponíveis
Entrada clara para produtos elegíveis ou já contratados.
Recomendação
Ofertas ou ações contextuais baseadas no perfil e momento da jornada.
Campanhas
Espaço controlado para mensagens sazonais e iniciativas comerciais.
Pendências
Alertas e tarefas que precisam de atenção.
Exploração
Espaço para testar novas hipóteses, novos formatos e oportunidades futuras.

A home organizada em módulos: ação principal, produtos, recomendações, campanhas e pendências.
Regras para a nova home
Priorizar antes de exibir
Nem tudo que existe precisa aparecer ao mesmo tempo. A home deve ajudar o usuário a decidir, não apenas mostrar possibilidades.
Contexto acima de campanha
Campanhas são importantes, mas não podem competir com ações críticas ou momentos sensíveis da jornada.
Modularidade sem aparência genérica
A estrutura precisa ser reaproveitável, mas a experiência não pode parecer um empilhamento de componentes.
Clareza para baixa educação financeira
Produtos financeiros podem ser difíceis de entender. A home precisa reduzir ruído e evitar excesso de linguagem técnica.
Governança como parte do design
A qualidade da home não depende apenas do layout final. Depende também de como as decisões entram, são avaliadas e evoluem.
Impacto
De frente difusa para esteira organizada.
O trabalho deu ao time uma forma mais clara de operar a home como produto vivo: com critérios, modularidade, alinhamento técnico e espaço para experimentação. A nova home deixou de ser apenas uma entrega visual e passou a ser uma infraestrutura de decisão para o ecossistema multiproduto.
O que o time passou a dominar
- ✓Como demandas entravam na home
- ✓Como discutir prioridade entre produtos
- ✓Como envolver PMs e engenharia no momento certo
- ✓Como reduzir decisões baseadas apenas em urgência
- ✓Como desenhar uma home mais escalável
- ✓Como sustentar evolução sem perder consistência
Resultados de negócio
no tempo de priorização de novas demandas
em rodadas de retrabalho entre squads
das novas entradas resolvidas com módulos existentes
em mudanças planejadas antes da publicação
na conclusão de ações prioritárias pelos usuários
Resultados acompanhados por dados de operação, reutilização de módulos, previsibilidade de publicação e conversão em ações prioritárias.